Puta que pariu, eu não tenho palavras pra descrever o quanto eu estou arrependido de não ter lido anteriormente a sétima parte de JoJo's Bizarre Adventure.
Bom, apresentando devidamente a Review, hoje nós iremos dar uma averiguada pelos meus olhos críticos em JoJo's Bizarre Adventure: Steel Ball Run. Feito por Hirohiko Araki, foi publicado de 2004 até 2011, que em certo ponto (acho que próximo capítulo 20) parou de ser publicado semanalmente e pra mensalmente e blá blá. Todo mundo já sabe dessas patifarias, quem não sabe provavelmente não vai querer ler um texto de mim bostejando de como a parte 7 é boa. Alguns até podem dizer que eu estou deixando de trás um público que poderia se interessar na obra, mas que não foram devidamente apresentados a ela, mas sinceramente foda-se. Se você não leu, ou não terminou de ler (Fiore que o diga), vá até algum site de mangas online e veja como o Araki manda muito bem em desenhar cowboys maravilhosos pra gente.
Bom, começando pelo começo, no qual eu não tenho uma visão tão fresca, já que eu enrolei bastante tempo pra acabar a obra de uma vez por todas. Mas assim, o começo é bem lento e claramente não retrata nem um pouco do que seria a prova mais pra frente. Os primeiros capítulos começam com os índios lá, que eu não lembro nem um pouco, provavelmente tem a ver com o Sandman... Soundman? Não, é Sandman e acabou, mas é, mostra os cara lá, e uns buracos na parede, que eu me lembre são redondos, então provavelmente é sobre as Steel Balls, até então misteriosas. Logo após isso, temos a introdução a corrida que dá nome ao mangá, a grande Steel Ball Run, onde diversos corredores, irão traçar um caminho de 6,000 km pelo Estados Unidos. Logo ai aparece nossos corredores muito massas, o aleijado, Johnny Joestar e seu amigo das bola de aço, Gyro Zeppeli.
Como eu disse ali em cima, a primeira parte do mangá não mostra nem um pouco do que seria o resto dele, no começo, ainda na Weekly Shounen Jump. O mangá focava muito mais na corrida em si, e nas estratégias de se correr junto a um cavalo. Isso, antes de apresentar verdadeiramente os usuários de Stand (o Pocoloco não conta), depois disso, o mangá se tornou uma corrida atrás do cadáver e lutar contra os capangas do vilão, até chegar nele, e moer ele na porrada. Vi que algumas pessoas desgostam da parte 7 nessa ponto, mas já nesse nível, JoJo's já assumiu essa linha de história, no caso, esse "rodízio de Stands", que surgiu na parte 3 e seguiu até agora na parte 7. Eu concordo que é uma formula que pode cansar, o que acontece na parte 3, mas aqui na Steel Ball Run, ele é muito bem executada e feito de uma forma mais natural, isso acontece por a puta experiência que o Araki foi juntando com sua carreira, e com essa formula que ele utiliza a bastante tempo. E eu também acho que essa formula pode acabar decepcionando quem esperava uma grande mudança na narrativa de JoJo's, mas eu pessoalmente gosto muito do jeito que o Araki usa ela, e o que ele faz antes e depois das lutas frente a frente.
Agora sobre os personagens, os protagonistas, os vilões e os outros bunda moles. Eu gostei muuuuuito, do protagonista nessa parte ter a evolução de personagem mais aparente das partes, não apenas pela sua evolução pessoal, mas também pelo seu Stand, que foi o segundo Stand na série toda que evolui por si próprio no formatado de atos. Johnny Joestar se tornou meu personagem favorito por causa disso, pela sua seriedade profunda, e a grande humanidade que ele carrega, mesmo que ele possa se tornar um matador de sangue frio quando precisa proteger seus aliados, mas principalmente, a si próprio. Eu acho que o Johnny é um Giorno muito melhor executado e com uma personalidade muito mais palpável pra um ser humano, ou seja, mesmo muito sério e focado, ele fica com medo, ele se desespera, ele chora, ele perde a postura e fica confuso, ele evolui como pessoa indo atrás de sua felicidade, caçando o cadáver, mas com essa evolução, ele percebe que prefere dar o que fará sua vida próspera novamente, apenas para salvar seu melhor amigo.
Falando em seu melhor amigo, temos também praticamente outro protagonista, Gyro Zeppeli. Facilmente um dos meus Jobros favoritos de toda a série, ele é um personagem muito divertido e interessante, e além de tudo, tem um contraste perfeito com o Johnny, que faz com que eles dois sejam uma das melhoras duplas na obra. Fico muito feliz também que o Gyro não é apenas um mestre sabe tudo, igual é o Zeppeli da parte 1, ele também aprende e evolui, junto com seu parceiro.
E o vilão dessa parte, temos o tão aclamado, Funny Valentine! E seu poderoso D4C. Eu também gosto bastante dele como vilão, sendo um dos vilões que você percebe que tem um motivo muito justificável para seus objetivos, que acabam colidindo com os objetivos dos protagonistas. Ele também é bem excêntrico e possui um Stand muito poderoso, igual aos demais vilões. Ele também tem uma ótima antecipação, antes de realmente aparecer para enfrentar os protagonistas.
Nessa parte ainda temos mais um personagem que tem uma boa dose de protagonismo, espera ai, eu quis UMA personagem. Estou me referindo a Lucy Steel, que teve um papel muito importante no mangá do meio pro final dele. É muito bacana acompanhar ele se escondendo, tentando roubar as partes do cadáver e se fingindo da mulher do Valentine. Ela no final quase consegue resolver as coisas, mas acaba se tornando a porra do buff pro Valentine no final das contas, ainda sim, ela fez bastante impacto e é uma personagem muito boa, que no final das contas, apenas queria proteger seu "marido" de ser morto pelo Valentine, e olha só, ela conseguiu no final das contas.
Temos também um ponto muito forte, que é o combate e os poderes. O combate como sempre segue o padrão JoJo, duelos que são baseados totalmente na inteligência dos usuários de Stand, e que tem reviravoltas e soluções extremamente criativas. Já sobre o poder, acredito que o balanceamento e o entendimento dos poderes são ótimos, nada impossível de se compreender, nem nada muito básico. E o balanceamento de poder também segue muito bem os protagonistas, já que o Johnny e Gyro evoluem conforme o tempo passa, principalmente o Johnny com a evolução de seu Stand.
Já entrando no assunto do Tusk, eu acho o conceito do Stand muuuuuito legal, fácil um dos meu favoritos. Ele evolui não apenas com o Johnny, mas também com as lições que o Gyro ensina, fazendo com que as unhas atinjam mais e mais a perfeição da rotação áurea. Acho muito legal mesmo a evolução do ato 2 e 3, mas eu acho que o ato 4 peca um pouco no jeito criativo que o Johnny evolui seu Stand. Achei um pouco jogado o "Use a força dos cavalos para atingir a rotação infinita", sinceramente eu achei bem tirado de ultima hora, até porque o Gyro nunca tinha tocado nesse assunto, e ele nunca utilizou essa técnica mesmo em situações de extremo perigo. Eu acho que o Araki acabou sem soluções pros para combater o D4C, um Stand poderoso pra caramba, mas ele ainda não se sentiu satisfeito e evoluiu o D4C pro D4C Love Train, que é praticamente invencível. Mas mesmo que eu ache que a rotação infinita foi feita de ultima hora, eu ainda acho um pouco melhor que outros power buffs que tiveram na obra, já que o Tusk 4 tem que seguir algumas etapas pra ser alcançado e também ele tem algumas fraquezas, que incluem ele mesmo. Ele só pode ser ativado se o Johnny estiver em cima de um cavalo e ele ainda tem que fazer esse cavalo atingir o retângulo dourado, além que ele tem que estar no alcance do oponente, além que o próprio Johnny pode ser afetado pela rotação infinita. Mas de maneira alguma desmerecendo o Tusk, já que ele ainda é sim, um dos stands mais fortes da obra, e provavelmente o mais forte de Steel Ball Run, ele pode derrotar um inimigo com apenas um ataque se estiver nas condições certas, e esse ataque destrói todas as moléculas do corpo, inclusive sua alma, um ataque da rotação infinita é mortal, a não ser que o próprio Johnny reverta o ataque com uma rotação no sentido oposto.
Outra coisa é o Diego Brando de outro universo, eu achei super WTF o jeito que ele entrou na história só pra dar uma surra do Johnny e morrer pra Lucy, pra mim só foi um fan-service pra ajudar a estender um pouco mais a história, já que o Johnny estava muito poderoso e o Valentine já tinha morrido depois de ser afetado pela rotação infinita. Eu acho que trazer o Diego foi um equivoco por parte do Araki, porque apesar do Diego ser realmente um ex-rival do Johnny e um ótimo antagonista nessa parte, a história dele já havia acabado e não tinha motivo pra ele entrar no plot de novo, e ainda assim, se o Araki tinha algo a mais pra acrescentar nele, seria ótimo, mas simplesmente era só o Diego com o mesmo Stand do Dio antigo (?????). Eu ainda acho que se o Valentine tivesse trazido um Gyro maligno pra enfrentar o Johnny seria muito mais interessante.
Apesar das grandes qualidades, o que o mangá peca muito, é na falta de aprofundamento que alguns personagens com bastante potencial tinham, como o Pocoloco e o Sandman. O pocoloco teve um pequeno destaque no começo, e era um personagem interessante, junto ao seu Stand que o aconselhava pra ganhar na corrida. E o Sandman tem uma puta importância no começo, pra ser simplesmente deixado de lado e virar só um inimigo tanto faz pro Johnny lutar contra. Outros personagens que poderiam ter aparecido mais, mas acabaram só como uma referencia de outro universo e nada mais, como o Avdol e o Stroheim, que só apareceram pra sair da corrida praticamente.
Outra coisa é a falta de aprofundamento que a Hot Pants teve com o Vaticano, ela leva algumas coisas pra lá e nada mais, e ainda depois ela troca de objetivo, querendo o cadáver para si própria pra se purificar de seus pecados.
Bom, concluindo, Steel Ball Run é um mangá muito gostoso e satisfatório de se ler, as lutas junto aos personagens cheios de carisma da série torna o mangá fácil de você querer consumir ele mais e mais, mesmo com seus erros, e o fato do Araki criar expectativa pras coisas e simplesmente largar elas mais tarde. Também ache que o mangá tem mais peso ainda se você leu as partes anteriores, mas aqui, mesmo se você nunca tenha ouvido falar de JoJo, da pra você ler dessa parte mesmo, ainda sim que lendo as partes anteriores a leitura fique melhor.
Enfim, o mangá tem alguns erros, mas todas as qualidades que eu citei a cima seguram ele como uma ótima obra. Steel Ball Run é muito bom!!!!!
eu e o fiore johnny e gyro oficial==
- xerox



Nenhum comentário:
Postar um comentário